Não conformidade

Não conformidade: o que é e como tratar do registro ao plano de ação (com exemplos)

Não conformidade não é o problema. O problema é a empresa que trata a NC como incômodo burocrático: registra por obrigação, escreve "falha humana" na causa, "orientado o colaborador" na ação — e três meses depois o mesmo defeito volta, agora na frente do cliente.

Em 15 anos implantando sistemas de gestão, a tratativa de NC é o processo que mais reprova em auditoria. Não por falta de formulário: quase todo mundo tem um RNC bonito. Reprova porque o formulário é preenchido para fechar, não para resolver. Aqui está o fluxo que uso na prática — o mesmo que sustenta auditoria de certificação e faz o problema parar de se repetir.

O que é não conformidade

Não conformidade (NC) é o não atendimento a um requisito — do cliente, de norma (ISO 9001:2015, ISO 14001:2026, ISO 27001:2022, RDCs sanitárias), da legislação ou dos seus próprios procedimentos. Exemplos:

  • Produto liberado fora da especificação;
  • Registro de temperatura da câmara fria em branco por três dias;
  • POP que exige dupla checagem e ninguém executa;
  • Prazo acordado com o cliente estourado de forma recorrente;
  • Auditoria interna não realizada no período planejado.

💡 NC não é só defeito de produto. Processo descumprido é NC mesmo quando o produto "saiu bom" — porque o resultado bom saiu por sorte, não por controle.

Correção não é ação corretiva

Se você guardar uma coisa deste artigo, guarde esta. Correção apaga o incêndio: elimina o efeito, agora. Ação corretiva elimina a causa, para o incêndio não recomeçar. As duas são necessárias — mas só a segunda melhora o sistema, e é justamente ela que costuma faltar.

Comparação lado a lado entre correção e ação corretiva com quatro exemplos, mostrando que a primeira resolve o efeito imediato e a segunda ataca a causa raiz.
Quatro pares lado a lado. À esquerda o problema para de doer; à direita ele para de acontecer — e só a segunda coluna é ação corretiva. Toque no diagrama para abrir em tamanho cheio.
SituaçãoCorreção (efeito)Ação corretiva (causa)
Lote liberado sem laudo de análiseBloquear o lote e enviar o laudoCriar trava no sistema que impede faturar sem laudo anexado
Planilha de temperatura em brancoRetomar o preenchimento e registrar a lacunaInstalar registrador automático com alarme e revisar a conferência de turno
Peça usinada fora de medidaRetrabalhar e segregar o loteDefinir ponto de troca preventiva da ferramenta por vida útil
Documento obsoleto em uso na produçãoRecolher a cópia e distribuir a versão vigenteEliminar cópias impressas descontroladas; acesso por ponto único

Teste de campo: leia a sua ação e pergunte "se eu fizer só isso, o que impede o problema de voltar amanhã?". Se a resposta for "a boa vontade das pessoas", você escreveu uma correção. "Reorientamos a equipe", "reforçamos a importância", "conversamos com o operador" — nenhuma dessas frases muda o processo.

⚠️ Treinamento pode ser ação corretiva legítima — mas só quando a causa raiz é de fato falta de competência, e desde que venha com padrão escrito, avaliação de eficácia e registro. "Retreinar" sem mudar o padrão é correção com nome bonito.

Os tipos de não conformidade

Classificar na abertura não é preciosismo: é o que permite, meses depois, enxergar onde o sistema está sangrando.

TipoO que éExemplo
De produtoItem ou serviço fora do requisito especificadoDimensional fora da tolerância; rótulo errado
De processoO padrão existe, mas não foi executadoEtapa de inspeção pulada; registro não preenchido
De sistemaFalta procedimento, controle, indicador ou responsabilidade definidaSem critério de qualificação de fornecedor; análise crítica não realizada
De auditoriaAchado interno ou externo, com requisito citadoRegistros de calibração não mantidos
Reclamação de clienteNC identificada fora — a mais cara, porque já vazouDevolução por avaria; queixa formal de atendimento

Some a isso dois campos: origem (interna, cliente, auditoria, fornecedor, regulador) e severidade, com critério escrito. Origem responde "por onde os problemas estão entrando"; severidade responde "onde gastar minha hora de análise". Sem os dois, o painel vira lista sem hierarquia — e o que não tem hierarquia não vira decisão. Vale conectar com seus indicadores da qualidade: NC por origem e taxa de reincidência são dos indicadores mais honestos que um SGQ pode ter.

O fluxo completo de tratativa

O fluxo abaixo é um ciclo PDCA em miniatura: planeja a ação a partir da causa, executa, verifica a eficácia e padroniza.

EtapaO que você fazSaída esperada
1. IdentificaçãoAlguém percebe o desvio — operador, inspetor, auditor, clienteProblema visível em vez de escondido
2. RegistroDescreve fato + evidência + requisito descumpridoRNC aberto e rastreável
3. Correção imediataContém o dano e avalia abrangência: outros lotes, turnos, unidadesEfeito estancado, extensão conhecida
4. Avaliação da necessidade de açãoDecide (e registra) se abre ou não ação corretivaDecisão justificada, conforme 10.2
5. Análise de causa raiz5 Porquês ou Ishikawa, com verificação por dadoCausa de processo identificada
6. Plano de ação5W2H com dono nominal e evidência esperadaAções que atacam a causa
7. ImplementaçãoRitual semanal de acompanhamento e cobrança de atrasoAções concluídas com evidência anexa
8. Verificação de eficáciaVolta ao processo no prazo e checa o critério definidoEficaz ou não eficaz, com dado
9. EncerramentoFecha com responsável e data, só se as anteriores estiverem completasNC fechada de verdade

Duas etapas merecem comentário. Na 4, decidir "não abrir ação corretiva" é decisão válida — desde que registrada. Abra quando a NC for recorrente, tiver impacto relevante (cliente, segurança, legal, custo), vier de auditoria externa ou revelar falha de sistema. Fora disso, correção e registro bastam; abrir análise de causa para tudo é a forma mais rápida de matar o processo por excesso. Na 7, se uma ação atrasar, registre a repactuação com justificativa — mudar a data no campo e apagar o histórico é achado certo.

Como redigir a descrição da NC

Uma boa descrição responde: o que, onde, quando, quem identificou, qual requisito e qual evidência — sem julgar pessoa. O momento em que o registro vira acusação é o momento em que a equipe para de registrar.

ErradoPor quêCerto
"Setor de expedição desorganizado."Opinião: sem fato, requisito ou evidência"Em 02/07, na expedição, 12 caixas do lote 4581 estavam no piso, em desacordo com o POP-LOG-03, item 5.2 (paletização obrigatória). Evidência: registro fotográfico e inspeção IR-114."
"O João esqueceu de preencher a planilha de novo."Culpa a pessoa; não cita requisito nem período"Nos dias 03, 04 e 05/07, o formulário FR-QUA-08 (temperatura da câmara 2) ficou sem registro nos três turnos, contrariando o POP-QUA-11, item 6.1 (registro a cada 4 horas)."
"Falta de treinamento da equipe."É hipótese de causa, não descrição do fato"Em auditoria interna de 10/07, três dos cinco operadores da linha 2 executaram a inspeção final sem o gabarito previsto na IT-PRO-05, item 4.3. Evidência: relatório RAI-02/2026."

Regra prática: a descrição deve permitir que alguém que não estava lá entenda o problema seis meses depois, sem telefonar para ninguém. Se precisa de contexto oral, ainda não está pronta.

Análise de causa raiz aplicada

A escolha da ferramenta é simples: quando a cadeia de causa é linear e você já sabe por onde começar, use os 5 Porquês; quando há muitas hipóteses concorrentes, levante com o Diagrama de Ishikawa e depois teste com dados.

Caso resolvido com 5 Porquês

NC: 12 caixas do lote 4581 armazenadas no piso, contrariando o POP-LOG-03.

  1. Por que estavam no piso? Não havia paletes disponíveis na expedição.
  2. Por que não havia paletes? Estavam retidos no recebimento, ainda ocupados.
  3. Por que ficaram retidos? A devolução do recebimento para a expedição acontece "quando alguém lembra".
  4. Por que acontece assim? Não há responsável nem frequência definidos.
  5. Por que não há? O fluxo interno de paletes nunca foi mapeado nem incluído em procedimento.

Causa raiz: ausência de processo definido para o fluxo interno de paletes — causa de sistema, não de pessoa. Ação corretiva: mapear o fluxo; definir responsável e frequência de devolução por turno; criar estoque mínimo com reposição visual; incluir a rotina no POP-LOG-03 e treinar os três turnos.

O teste de validade é ler de trás para frente: "porque o fluxo nunca foi mapeado, não há responsável; porque não há responsável, a devolução depende de lembrança; porque depende de lembrança, os paletes ficam retidos; porque ficam retidos, faltou palete; porque faltou palete, a caixa foi ao piso". Se a corrente não fecha nesse sentido, algum porquê é chute.

Caso resolvido com Ishikawa

NC: retrabalho na usinagem subiu de 3% para 8% no trimestre, sem causa evidente.

EspinhaHipóteseVerificação com dadoConfirma?
MétodoInstrução de setup mudouDocumento sem revisão há 2 anosNão
Mão de obraOperadores novos sem práticaRetrabalho igual entre veteranos e novatosNão
MáquinaFerramenta usada além da vida útilDefeito concentrado nas horas anteriores à trocaSim
MaterialLote de matéria-prima diferenteOcorre com todos os fornecedoresNão
MediçãoPaquímetro descalibradoCalibração vigente e conformeNão
Meio ambienteVariação de temperatura no galpãoSem correlação com os dias críticosNão

Causa raiz: não existe critério objetivo de troca da ferramenta; a troca é feita quando o operador percebe que a peça saiu ruim — ou seja, o controle só age depois do defeito. Ação corretiva: definir vida útil em número de peças por tipo de ferramenta, criar contagem por máquina, estabelecer troca preventiva, padronizar em POP e treinar. Indicador: retrabalho mensal por máquina.

⚠️ Ishikawa não é a análise — é o levantamento de hipóteses. A análise está na coluna "verificação com dado". Espinha de peixe cheia de hipóteses não testadas é um mural bonito que não elimina causa nenhuma.

Verificação de eficácia: o que é e o que não é

Verificar eficácia não é confirmar que a ação foi executada — isso é acompanhamento de implementação. Eficácia responde outra pergunta, bem mais dura: o problema parou de acontecer? E ela exige três elementos definidos na abertura do plano, não improvisados no dia:

  • Critério — o que precisa ser verdade. Ex.: "nenhuma caixa fora de palete em quatro inspeções semanais consecutivas".
  • Evidência — o que vou olhar: registros de inspeção, indicador, relatório de reclamações por motivo.
  • Prazo — quando volto. Regra de campo: cobrir pelo menos dois ciclos naturais do processo. Processo diário, 30 dias; processo mensal, 60 a 90 dias; processo semestral, só no próximo ciclo.
Verificação fracaVerificação que sustenta auditoria
"Ação implementada, NC encerrada.""Em 30/09, após 90 dias: retrabalho da usinagem em 2,4% (meta ≤3%) por três meses seguidos e nenhuma NC do mesmo tipo no período. Evidências: indicador mensal e relatório de NCs. Ação eficaz."
"Colaboradores treinados conforme plano.""Em 15/08, verificados em campo 5 registros preenchidos conforme o novo padrão, sem lacunas, em dois turnos distintos. Evidência: formulários FR-QUA-08 anexos."

E quando dá não eficaz? A resposta certa não é prorrogar o prazo: é voltar à análise de causa, porque quase sempre a raiz estava errada e a ação atacou uma causa secundária. Registre a reprovação, reabra e refaça. Uma NC reaberta com honestidade vale dez encerramentos de fachada — inclusive aos olhos do auditor, que enxerga maturidade onde os outros veem falha.

O registro de NC (RNC) campo a campo

Não importa se é planilha, papel ou software. Importa que tenha estes campos — e que nenhum fique vazio quando aplicável:

CampoO que preencherErro comum
IdentificaçãoCódigo sequencial únicoNumeração que reinicia e duplica
Data de aberturaData em que foi identificada, não a de digitaçãoRegistrar semanas depois
OrigemInterna, cliente, auditoria, fornecedor, reguladorCampo ausente
Tipo e severidadeClassificação conforme critério escritoClassificar tudo como "processo"
Processo / áreaLocal preciso o suficiente para achar"Produção"
Requisito descumpridoNorma, cláusula, POP, IT ou especificaçãoEm branco — sem requisito não há NC
Descrição do fatoFato + evidência, sem culpar pessoaOpinião ("estava bagunçado")
Correção realizadaO que foi feito de imediato, por quemConfundir com ação corretiva
Abrangência avaliadaOutros lotes, turnos, linhas, unidadesNão avaliar
Necessidade de açãoDecisão de abrir ou não, justificadaPular a decisão
Análise de causaMétodo usado e causa raiz"Falha humana"
Plano de ação5W2H com dono nominal e prazoResponsável = "equipe"
Evidência de implementaçãoPOP revisado, registro de treinamento, foto"Realizado" sem anexo
Critério e prazo de eficáciaO que verificar, como e até quando"Verificar em 90 dias"
Resultado e encerramentoEficaz/não eficaz com dado, data e responsávelFechar sem verificar

O plano de ação em 5W2H tem duas regras que evitam plano de fachada: toda ação precisa de dono nominal (uma pessoa, nunca "a equipe") e de evidência esperada — o que vou ver, na data do prazo, que prova que aquilo foi feito.

NC recorrente e quando abrir NC de sistema

Recorrência é o sintoma mais confiável de que a tratativa anterior foi rasa. Se o mesmo problema volta, teste três explicações nesta ordem:

  1. A causa raiz estava errada — você atacou um sintoma intermediário. Refaça a análise com dado, não com memória da reunião;
  2. A ação era certa, mas não foi sustentada — o padrão mudou no papel e voltou ao antigo na prática. Falta mecanismo de manutenção: auditoria interna, indicador, checagem de rotina;
  3. A causa é sistêmica e maior que a NC original. Aí entra a NC de sistema.

Abra uma NC de sistema quando o padrão atravessa casos individuais. Gatilhos objetivos: três ou mais NCs do mesmo tipo em 12 meses, mesmo em áreas diferentes; NCs distintas cuja análise aponta a mesma origem (cinco NCs cuja raiz é "não há critério de qualificação de fornecedor"); reincidência acima do limite do seu procedimento; ou reprovações repetidas na verificação de eficácia — sinal de que o próprio processo de tratativa está falhando, e isso também é uma NC.

Ela não substitui as individuais: agrupa e ataca o denominador comum, com ação estrutural — criar um processo que não existe, redefinir responsabilidades, mudar um controle. É o tipo de ação que chega à análise crítica da direção porque envolve recurso e decisão. É onde a qualidade deixa de ser papelada e vira gestão.

Erros que reprovam tratativas em auditoria

  1. Correção travestida de ação corretiva — "retreinamos o colaborador" não elimina causa de sistema. É o achado nº 1 em 10.2;
  2. Causa raiz genérica — "falha humana", "desatenção", "falta de comprometimento". Em 9 de 10 casos há causa de processo por trás;
  3. Eficácia sem evidência — o campo marcado "eficaz" e nada anexado. O auditor não discute sua opinião; pede o dado;
  4. NC encerrada sem verificação — fechada na mesma data da implementação, o que é impossível: eficácia exige tempo decorrido;
  5. NC aberta há meses sem movimentação — pior que não ter registrado, porque documenta que o sistema não responde;
  6. Abrangência não avaliada — o mesmo problema pode estar em outro turno ou filial agora, e ninguém foi olhar;
  7. Prazo repactuado sem registro — a data muda três vezes e o histórico some. Repactuar é legítimo; apagar não;
  8. Reincidência sem tratamento diferenciado — abrir a quinta NC igual com a mesma ação da primeira e esperar resultado diferente.

Transforme NC em melhoria

Uma NC bem tratada vale mais que dez reuniões de melhoria: aponta exatamente onde o sistema falha, com evidência, data e processo identificado. É informação de graça sobre a sua própria operação — e a maioria das empresas joga fora.

Empresas maduras medem tempo médio de tratativa, taxa de reincidência, percentual de NCs com eficácia verificada e NCs por origem, e levam esses números à análise crítica da direção para priorizar investimento. Um detalhe que sempre observo: quando as NCs internas sobem e as reclamações de cliente caem, o sistema está funcionando — ainda que o total pareça pior. É o inverso que deve preocupar.

Comece pequeno e honesto. Pegue a última NC que você encerrou e faça três perguntas: a causa raiz é de processo ou é "falha humana" disfarçada? A ação impede o problema de voltar, ou só apagou o incêndio? Há evidência anexada de que o problema não voltou? Se alguma resposta for desconfortável, você acabou de achar onde começar. Quando o registro é fácil e a tratativa funciona, a equipe para de esconder problema — e problema visível é problema tratável.

Fontes e referências oficiais

O conteúdo acima é a minha leitura prática de quem aplica essas normas há 15 anos — mas requisito se confere no texto oficial. Consulte as fontes abaixo sempre que precisar da redação exata, da edição vigente ou da data da última alteração:

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre correção e ação corretiva?

Correção resolve o problema imediato (retrabalhar a peça, refazer o laudo, segregar o lote). Ação corretiva ataca a causa raiz para o problema não se repetir (mudar o processo, criar dispositivo à prova de erro, treinar com novo padrão). Auditor reprova tratativa que só tem correção vestida de ação corretiva.

Toda não conformidade precisa de análise de causa raiz?

Não. NCs pontuais e de baixo impacto podem ser tratadas só com correção e registro. Reserve a análise completa para NCs relevantes, recorrentes ou de auditoria — é isso que a ISO 9001:2015 (requisito 10.2) pede: avaliar a necessidade de ação para eliminar a causa.

Quem pode registrar uma não conformidade?

Idealmente, qualquer pessoa da operação. Quanto mais fácil registrar, mais cedo o problema aparece e mais barato ele custa. Empresas que burocratizam o registro só enxergam as NCs que o cliente ou o auditor encontram — as piores.

O que é verificação de eficácia?

É voltar depois de um prazo definido e comprovar, com evidência, que o problema não se repetiu e que a ação funciona na prática. Sem essa etapa a tratativa está incompleta — e é onde a maioria das empresas falha em auditoria.

Quanto tempo posso deixar uma NC aberta?

A norma não fixa prazo, mas o seu procedimento deve fixar: por exemplo, correção em 48h, análise de causa em 10 dias, plano de ação em 15 dias. NC parada há meses sem movimentação é achado quase certo, porque evidencia que o sistema de tratativa não funciona.

Não conformidade potencial é a mesma coisa?

Não. A NC é um requisito que foi descumprido; a potencial é um risco identificado antes de acontecer, tratado dentro do pensamento baseado em risco. As duas usam ferramentas parecidas de análise, mas só a NC exige correção imediata.

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